Instalando o Slackware em Volumes Lógicos

Introdução
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Já faz um tempo que outras distribuições suportam a instalação utilizando
Volumes Lógicos. No Slackware, o instalador nunca ofereceu suporte a isso,
mas os gurus costumavam conseguir encontrar uma maneira de criar os volumes
lógicos e instalar ou migrar o seu Slackware nesses volumes. Ter o seu
Slackware totalmente instalado sobre LVM era praticamente impossível até
agora. O Slackware 12.0 melhorou o suporte a LVM no instalador.

Preparando os Volumes Lógicos (LV)
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* LV Existentes
O instalador do Slackware vai reconhecer e ativar quaisquer Volumes
Lógicos já existentes no(s) seu(s) disco(s). Esses Volumes Lógicos serão
selecionáveis na criação dos sistemas de arquivos (como /, /usr, /home, /var)

* Novos LV
Quando precisar criar novos LVs, você precisa fazer isso antes de iniciar
o programa “setup”. Você pode precisar rodar o (c)fdisk primeiro para criar
a partição que deseja utilizar para configurar os volumes lógicos. Para
qualquer partição que criar e desejar usar para LVM, você deve mudar o tipo
de partição para ‘8e’ (Linux LVM).

No nosso exemplo, vou assmir que estamos usando uma única partição de
10GB (/dev/sda1) para o nosso Grupo de Volumes (VG). Com o LVM é possível
usar múltiplos volumes físicos (ex: partições, discos) para um VG, mas isso
fica como exercício para o leitor. Você sempre pode adicionar novos volumes
físicos ao seu VG mais tarde. Vamos criar um VG chamado ‘myvg’ e nesse VG
vamos criar dois LVs chamados ‘root’ e ‘usr’. O primeiro vai ser utilizado
como nossa partição raiz (‘/’) e a segunda será a nossa partição ‘/usr’.

Depois de iniciar o seu computador a partir do CD/DVD/USB do Slackware, e
logar como root, você deve rodar a seguinte seqüência de comandos para criar
o Volume Físico (PV), o Grupo de Volumes (VG) dentro desse PV e dois LVs com
5GB (root) e 3GB (usr) dentro do VG:

# pvcreate /dev/sda1

# vgcreate myvg /dev/sda1

# lvcreate -L 5G -n root myvg

# lvcreate -L 3G -n usr myvg

Em seguida, nós criamos os arquivos de dispositivo necessários antes de
ativar esses volumes e, finalmente, nós ativamos os volumes (o último comando
não é realmente necessário já que o ‘setup’ vai executá-lo):

# vgscan –mknodes

# vgchange -ay

Isso é tudo que necessita ser feito antes de executar o ‘setup’.

Usando o LVM durante o setup
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No setup, quando você selecionar “TARGET” no menu principal, irá perceber
que os LVs já estão disponíveis para a seleção de partições. Nossos dois LVs
“root” e “usr” estão visíveis como “/dev/myvg/root” e “/dev/myvg/usr”.
Selecione o primeiro para a sua partição raiz (‘/’) e o outro para o seu /usr.
Crie o sistema de arquivos que quiser neles. Meu tipo de sistema de arquivos
favorito é o ext3, mas você pode escolher o xfs ou jfs por estabilidade ou
velocidade.

O restante do Setup vai prosseguir como sempre. Mas quando chegar na hora
da configuração do lilo, esse é o momento de fazer um último ajuste manual.
Prossiga com a configuração do lilo como sempre e selecione o
‘/dev/myvg/root’ como o “root filesystem” para iniciar o sistema. Entretanto,
*NÃO* instale o lilo agora. Se você tentar fazer isso, a instalação do lilo
irá falhar e o liloconfig vai reclamar que não consegue instalar o lilo e que
você irá precisar instalar o lilo manualmente. Ao invés disso, abra um
segundo console pressionando <Alt><F2> e <Enter>.

Nós vamos fazer um ‘chroot’ para a instalação que acabamos de fazer e
configurar os arquivos de dispositivos necessários para o lilo se instalar
com sucesso. Enquanto estamos no ambiente chroot nós vamos aproveitar para
criar a imagem de disco inicial (initrd) que é necessária caso a raiz esteja
em LVM. Rode os seguintes comandos para “ligar” os pontos de montagem do
/proc e do /sys no chroot, entrar dentro dele e finalmente criar os arquivos
de dispositivo para os LVM:

# mount -o bind /proc /mnt/proc

# mount -o bind /sys /mnt/sys

# chroot /mnt

# vgscan –mknodes

Depois, ainda no chroot, criamos o initrd com suporte ao LVM – no exemplo
abaixo a linha de comando assume que a raiz é ‘ext3’, que o LV
‘/dev/myvg/root’ é o dispositivo da raiz e que estamos utilizando o kernel
SMP padrão do Slackware 12.0, ‘2.6.21.5-smp’:

# mkinitrd -c -k 2.6.21.5-smp -m ext3 -f ext3 -r /dev/myvg/root -L

A imagem do initrd será escrita no arquivo ‘/boot/initrd.gz’ por padrão.
Nós ainda precisamos avisar ao lilo a respeito desse initrd, então abra o
arquivo de configuração ‘/etc/lilo.conf’ em um editor como o vi ou o pico –
ele já deve ter sido gerado pelo ‘liloconfig’ durante o setup. Procure por
“Linux bootable partition config” e adicione a linha para o initrd – vai
ficar mais ou menos assim:

image = /boot/vmlinuz
initrd = /boot/initrd.gz
root = /dev/myvg/root
label = linux
read-only

Se está assim, salve as alterações, saia do editor e rode novamente o lilo
enquanto ainda está no chroot. O lilo vai reclamar a respeito de diferenças
entre o /proc/partitions e as partições que o lilo acha que estão disponíveis,
mas é seguro ignorar esses avisos.

Terminamos com o chroot agora. Saia do chroot executando o comando ‘exit’ e
retorne ao programa de setup que está aguardando por você no primeiro
console. Agora pode prosseguir com as configurações restantes até que o
‘setup’ diga a você que é hora de sair e reiniciar. E isso é exatamente o
que vai fazer agora. Boa sorte com o seu Slackware com a raiz sobre LVM !

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Autor:
Eric Hameleers <alien@slackware.com> 14-jun-2007
Tradutor:
Piter PUNK <piterpunk@slackware.com> 01-Jul-2007
Wiki URLs:
http://www.slackware.com/~alien/dokuwiki/doku.php?id=slackware:setup
Documentação:
/usr/doc/Linux-HOWTOs/LVM-HOWTO

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